Publicações da categoria: 01 - Pelos Caminhos do Silêncio

Soneto De Abertura

Eu faço versos, eu não sei porque
Meu verso inculto é veio d’água suja,
Em vez de rio cristalino, cuja
Nascente o gênio, apenas, é quem vê.

Se eu faço versos, são para você?
Talvez o canto de seus olhos ruja,
Querendo o mar, num veio d’água suja,
E eu faço versos, eu nem sei porque.

Quem há, porém, que ao corriqueiro fuja
E, por um verso, a vida inteira dê?
Um verso rude, um verso tal, quem lê?

Que uma boiada toda, em versos, muja!
Meu verso inculto é veio d’água suja
E eu faço versos, eu nem sei porque.

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A Encruzilhada Do Silêncio – Reflexo Primeiro

Pelas quedas, que levantam,
Pelos sonhos, que sustentam,
Pelos cantos, que descobrem,
E como as aves, que, eternamente, mostram
O caminho de todos os mistérios,
Hei de buscar-te, sempre,
CAUSA – SANGUE,
Desvirginando o espaço de meu tempo.

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A Encruzilhada Do Silêncio – Reflexo Segundo

Eu sou o poeta, que correu o mundo,
Que sentiu tristezas
E calou misérias.

Eu sou o poeta, que viveu o mundo,
Que buscou respostas
E encontrou silêncios.

Eu sou o poeta, que esqueceu o mundo,
Que sorriu à vida
E caminhou sozinho.

No deserto de ilusões,
Os amigos desprezaram meu falar
E eu pouco me importei,
Porque, algum dia,
Os amigos serão simples,
Serão bons
E eu perdôo os de hoje, por aqueles.

No mercado de ilusões,
As mulheres gargalharam meu olhar
E eu pouco me importei,
Porque, algum dia,
As mulheres serão puras,
Serão nobres
E eu perdôo as de hoje, por aquelas.

No templo de ilusões,
Os sacerdotes romperam meu rezar
E eu pouco me importei,
Porque, algum dia,
Os sacerdotes serão sábios,
Serão crentes
E eu perdôo os de hoje, por aqueles.

O poeta é o mensageiro da esperança,
O poeta deve crer
E eu creio,

Porque

Eu sou aquele,
Que, ainda, sonha flores
E descobre estrelas,

Eu sou aquele
Que, ainda, busca anjos,
Onde existem feras,

Eu sou aquele
Que, ainda, prega aos fortes
E defende os fracos…

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A Encruzilhada Do Silêncio – Reflexo Terceiro

Eternidade

O canto é indefinido,
A noite triste.

O luar tem rabugens de rancor
E brilha
E foge
E para
E olha
O vate só.

O canto é indefinido,
O vate escuta.

As árvores são espectros
De inverno,
Assombraçães
Do quadro estranho.

O vate pensa,
A noite é triste.

Ninguém lamenta
E nenhum grito
De boca fria
Acorda a vida,
Que dorme, calma,
Virge’entre loucos.

E o canto é indefinido

E a noite é triste

E o vate escuta.

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A Encruzilhada Do Silêncio – Reflexo Quarto

Promessa

De esquecimento,

Na memória eterna

Do inesquecível.